terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Um dia em que Deus estava lá, mas não pode se manifestar



Hoje encontrei esse e tantos outros textos em meus arquivos, escritos de uma época que vivi que dizem muito sobre mim. Textos de uns 10 anos atrás...resolvi postar.

Uma noite pequena e eu a observar mais um trago, mais um gole para sair da rotina.
Quanta alegria falsa, alegria que acaba ao fechar os olhos e acordar vazio pela manhã! 
Não matemos o Deus aqui de dentro!
Ele é muito mais do que a alegria histérica e momentânea desse mundo. Isso tudo passa.
Qtos sentidos embriagados e deuses sufocados....

Verdade no caos?Sim! Mas não quando aqueles conscientes, ao menos conhecedores da Lei, se fazem impuros e blasfemam.
As cartas, sou a favor da revelação de todos os mistérios, mas a Divindade, acredito eu, é ainda muito mais. 

Esse trabalho que se pede de tal publicação, não é somente o documentos em si!
Mas nos revelarmos e vivermos, de fato, cada dia seguindo tais ensinamentos, nos revelarmos diferentes desse mundo.
E fiquei pensando e não me senti só graças ao encontro com uma alma tão afim, com quem pude falar abertamente disso tudo; o que poderia ter sido dito e compartilhado com um grupo inteiro de pessoas muito especiais, mas que porém estavam com os sentidos alterados, destruindo seus veículos. 

Ora que exagero! Não, não é exagero nenhum!A verdade é que têm coisas que se perdem porque naquele exato momento a escolha dos “deuses” foi outra, esqueceram, por um instante apenas, quem são e quão sublime é a missão, e a Lei não encontrou disponibilidade e agiu, e age, da maneira que pôde e a alma dos disponíveis sangra de dor por ver sacrificarem o divino, e ao invés de lapidarem as pedras às envolvem ainda mais e obscurecem seu brilho.
”Que isso! Foi só uma noite!”mas para quem sentiu e viu a oportunidade perdida, a Lei chorando, sabe que um único instante de dor intensa é muito mais doloroso do que podeis imaginar.
”.... e disse Jesus, o Cristo....O reino dos céus está dentro de vós!”
O que estamos fazendo desse Cristo?...Desse reino?”

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Do teatro à vida

Olá cavaleiro, cavaleiro das Eras.
Como está aí?
Ainda vejo sua armadura, um aço fundido, ora escuro, ora dourado, ora entre paredes de barro outrora em mesa de ouro.
Dança cavaleiro das estrelas, do Mistério, das faces....dos olhos orientais.
Doces mãos que me apontaram caminhos enigmáticos ao segurar o mundo entre as folhas laureadas.
O peito apertado de saudade ao rever-te amigo meu, encontros entre as montanhas, encontros entre os mundos.
Sorrio quando lembro de ti, doce Akdorge.

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terça-feira, 28 de novembro de 2017

Palavras sob a lua

Acho que todos passamos por dias tristes, por momentos que nos entristecem a alma.
Difícil até, cabe dizer, conferir um motivo único quando se sofre por dentro.
Nunca saberemos que somos mesmo é meio desajustados ou mal amados quem sabe.
Sou a única que me pego tecendo tramas que não vivi para chegar onde estou? Acredito que não, talvez seja mais comum e corriqueiro do que penso eu.
Gosto de olhar p o "meu motivo" e ver como ela respira devagar e ver como um ser tão pequenino preenche tantos buracos, gosto de chamá-la de "massinha", minha massinha q preenche meus vazios, única razão único motivo. A única que me faz sentir importante e amada por inteira.
Minha filha é meu presente no sentido mais piegas possível e deixo aqui pra quem sabe daqui há alguns anos ela possa ler e saber a grandeza que é a sua vida na minha.
Esse texto nem seria sobre isso e acabou sendo, e foi tão sincero q vou deixar aqui, assim msmo, intenso como está sendo p mim escrevê-lo. Mesmo tão curto e breve.
Único como essa lua q vejo na minha frente, eu aqui numa solidão única, talvez própria dos casamentos, própria do ser humano, própria de quem tem auto estima tão elevada qto um grão de alguma coisa qualquer, mas talvez seja só um fim de dia cansativo, ou só mesmo o aperto uma espera q n termina.
Vou deixá-lo assim sem nexo, como são os sentimentos que não se explicam.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O cavaleiro, as árvores e o portal.

Voltemos à nosso universo repleto de fantasia e de verdades, chame como melhor lhe aprouver. resolvi trazer ao conhecimento de todos que aqui navegam o dia que ficou marcado como aquele das árvores ora douradas, outrora prateadas.
Naquela manhã, não ventava, não havia sol nem escuridão, apenas o silêncio estava ali, do pátio onde chegavam algumas pessoas podia-se ver a floresta de árvores secas que variação entre douradas e prateadas, ninguém iria até lá, porque não percebia ou simplesmente porque não havia a atenção daqueles os quais estavam anda desesperados por chegar naquele lugar e ter deixado outros para atrás.
Ela olhou e não sentiu mais nada a não ser vontade imensurável de ir até lá, e foi, era apenas uma floresta, ao menos era o que parecia ser.
Dali fora transportada para outro lugar, uma espécie de sala e fora orientada a não tocar em nada, permaneceu neste prédio/sala até que viu o mesmo cavaleiro de olhos profundos que noutras vezes moatrou-lhe a Terra através dos louros, das chamas laureadas, o mesmo que lhe mostrou a montanha, a sala Yamá, e ele apareceu. Se abraçaram numa saudade ofegante de quem está perto e lote ao mesmo tempo, ele ainda com a malha de ferro tal qual um cavaleiro medieval. Assim, adentraram à sala, haveria uma reunião, olhos familiares, uns muito, outros pouco, e ela ficou ali. Por vezes se esquecia é um senhor meio calvo, do nariz pontudo, que estava à mesa sempre lhe advertir muito assustado.
Sem saber como saiu dali, voltou rapidamente de onde nem se lembrava que vivia, de onde saira, dali mesmo, de seu quarto.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Cidade Dourada

Há quem chame de mitologia, há quem creia que seja um sonho, mas há quem sabe que é Verdade.
E é nesta sintonia que conto a você que o conto de hoje não é verdadeiramente uma história, mas lapsos de imagens em cadência, em sequência ou mesmo fora dela.
Já houve época que traduzira sua história imagética formulada em pensamentos, em cores, formas e até mesmo em sabores.
Há uma ponte brilhante, vibratória, dourada, margeada por um Rio dourado também, por hora parece uma tecnologia sem precedentes outrora apenas uma cena pragmática.
Em frente uma cidade com telhados dourados como o se o próprio sol vivesse ali, atrás de si uma espécie de transporte fixo, vibrante e giratório.
Nesta mesma cidade há um local onde são colocados os bebês que dali partem para outras dimensões. Umas espécies de carrancas, um local com algo parecido com a água desta dimensão toma conta da sala circular, as carrancas se abaixam uma engrenagem central também se move ..as enfim, isso já é p um outro conto.
Nesta cidade central do mistério muitos recarregam a alma e se religam....simples assim.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A senda do Mistério

Seu corpo estava leve, letárgico, quase adormecido e eis que veio a lembrança, fora levada à outro lugar, outro mundo, outros tempos, séculos atrás.
Uma mulher desesperada, com uma criança em seus braços corria desesperadamente entre as árvores, corria pela vida, não tanto pela sua, mas por aquela que carregava, por sua filha.
No alto daquela colina, junto à um precipício viu uma fumaça, já era dia e provavelmente estava exausta, ao longe podia ouvir o ladrar dos cães e sabia que a caça era ela.
A casa era rústica, de madeira pura, colhida ali mesmo, feita pelo próprio morador, mas porque morar tão isolado do restante da vila? essa resposta não lhe cabia, apenas viu naquela casa, naquele homem a salvação da vida daquele bebê tão amado que carregava nos braços, por vezes parecia que não era sua filha, mas sua protegida.
Talvez ali vivesse um curandeiro já que eles se afastavam mesmo dos lugares mais povoados, viviam isolados e em contato direto com a natureza para aprender o máximo que pudessem.
 Quando viu o homem sentiu e soube que ele cuidaria da criança, entregou-a em seus braços, ainda com a respiração ofegante e sem muitas explicações. 
Continuou correndo, agora para despistar os seus caçadores da tal casa na colina, do tal curandeiro, bruxo, ou seja lá o que aquele homem era. 
Seus executores passaram pela casa e nem se quer ousaram buscar, pois sabiam que ali, quem morava, em hipóteses nenhuma esconderia uma pessoa ou muito menos uma criança, não era de seu feitio e muito menos de suas funções. Mal sabiam eles que aquele Homem quebraria o paradigma de tudo o que aparentavam suas gerações, porque no fundo de seu espírito, ao segurar aquela criança, ele soube o verdadeiro motivo de tantos segredos, mistérios e conhecimento.
A menina cresceu, adorava correr numa espécie de varanda no piso superior daquela casa, aprendeu sobre as ervas, sobre os animais, soube ler as estrelas e ali iniciou sua senda, sua senda que duraria tantas incontáveis vidas. E o homem? este tornou-se uma espécie de guardião, encontraram-se muitas outras vezes e como uma espécie de gratidão o Universo permitiu que se lembrassem um do outro, naquela, noutras que se seguiram, nesta e em tantas outras vidas que se passaram e ainda se passarão.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

De casa para a casa

Num dia entre as estrelas, muitos pairavam entre a poeira estelar. Ali, sabiam-se perfeitamente felizes, únicos e completos. 
Após milhares de anos a vagarem entre os mundos acabaram numa esfera longínqua, numa galáxia qualquer, onde os extremos de seus corpos emocionais seriam postos a prova caso resolvessem ficar por ali. 
Apenas por um instantes ou dois....desceram...entraram naquela atmosfera e permaneceram por um tempo que se quer conseguiram mensurar.
 Uns tiveram seus corpos incrustados de pura emoção, buscaram a satisfação de seus prazeres a todo custo e nem se quer se lembravam de quem eram.
 Outros mergulharam num sofrimento tão profundo que todas as vezes que seus amigos que ainda permaneceram nas estrelas tentavam se aproximar sofriam ainda mais, e nem se quer sabiam o motivo de tanto sofrimento, sofriam pois a alma,,,,Ah!! A alma! o Espírito!! estes jamais se esqueceram de quem eram, apenas a densidade da matéria é que não permitia que se recordassem de quem eram de verdade, em essência, e ali permaneceram...escravos do próprio veículo, escravos de si.
Mas um outro grupo, envolto em Amor, permaneceu buscando, encontrando o Amor onde quer que fosse, numa religião, no Cristo, no trabalho, no bem estar daqueles que se amam, na pequenez, no estado físico maravilhoso das coisas deste planeta...também não se lembravam com clareza e estes também sofriam quando falavam com os amigos que permaneceram nas estrelas, choravam de saudade, choravam conforme tinham contato com sua energia tão mais sutil e tão livre de sofrimento, das paixões aprisionadoras e de tantos outras ilusões..
Aos poucos, estes, passaram a exercer sua missão de fato, estar no dia adia daquele planeta, estar presente e imerso no Amor a cada ação e reação, aos poucos os contatos com os amigos das estrelas foram ficando mais distantes e vorazes, era importante não se sentir com vontade de estar em casa, era hora se fazer daquele planeta a sua casa