segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Aventura

" Tinha mais de 2 metros de altura e em sua roupa, uma espécie de uniforme, na altura do peito ao lado direito o numero 137 e no esquerdo 10831. E nas palavras dizia " Qdo descobrir quem vc eh poderá vê-Lo" e apontou p o céu sinalizando q era hora de deixar o corpo físico"

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Ei, você!

Ei você, você que sente um fascínio absurdo pelas estrelas.
Ei, você, que olha o espaço infinito e sente um aperto, um encanto, uma curiosidade que lhe escapa à razão.
Ei, você, que está aqui mas sente-se lá....
Ei, você que traz a certeza dentro de si de que outros mundos estão a nos vigiar.
Noutras galáxias ...doutros lugares sua alma certamente já caminhou e ainda que , oniricamente, os visite com freqüência, e ao despertar fica esse ranço, essa certeza e por vezes até um certo aperto no peito.
Lembre-se....ei...você! Assim como uma seta lançada ao alvo é a sua alma em direção daquilo que é de verdade, do que é seu espirito, do que traz a sua mônada, de quem você é de verdade.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Fragmentos perdidos no tempo

Havia muito tempo que caminhava noutro mundo, tanto tempo que já se esquecera de quem era ou donde viera, tanto tempo que acreditava realmente que fazia parte de onde estava e sua mente já se misturara com as dos habitantes daquela dimensão.
Quando numa noite qualquer, numa dessas noites que os pensamentos insistem em dançar na mente como se forçassem-na a manter-se em alerta ele apareceu....
Num salto a garota levantou-se da cama com um nó preso na garganta, um tilintar de sinos nos ouvidos e um aperto no peito como se a alma se lembrasse daquilo que o corpo físico se esquecera.
Levantou-se, caminhou, respirou, chorou, olhou no espelho e o viu....viu seu guardião parado atrás de si, no canto direito e se lembrou dele, apenas lembrou, não se recordou...só lembrança.
"-Tome esta lembrança" - disse ele, e ali mesmo ela fora transportada para um outro tempo, um outro lugar, distante, bem distante dali.
Viu-se embaixo duma árvore à beira do rio e sabia que se tratava da cidade do rio dourado que tantas vezes contemplou em seus sonhos, e ele estava ali, num afago beijou a mão e ela o sentiu em seu peito, numa saudade doida, doída.
Voltou para o quarto, deitou e adormeceu.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A mente ..mente....?

Fim do dia, milhões de pensamentos soltos começam a silenciar...calma...respiração... suspiro....dor do peito, um afago, um amor, uma voz tilinta insistentemente....são os sonhos que foram deixados pelo caminho, sufocados pela razão, porém ainda estão lá esperando um breve despertar ou um toque sagrado Daquele que faz coisas inacreditáveis.
Será insano mentalizar um outro mundo, criar outros lugares, outras vidas e ver-se lá?..certamente é fuga, porém tais delírios tornam o dia menos pesado e rançoso, mas inegavelmente confere um certo ar de esquizofrenia à essa mania maluca de imaginar-se personagens de outros mundos, outras realidades. Mas, e esta? Eh nua e crua? Difícil e sempre perene?....não, nem sempre, aliás...,.quase nunca.

Pontos.....(Texto enviado ao premio nacional de Logosofia)

Existe um ponto, sim! Um ponto de luz na mente do Grande Criador onde Eu Sou, você É e cada indivíduo torna-se único e sendo único é também é parte de Deus. E esta lógica justifica a capacidade latente do Homem em fazer parte do Amor enquanto sujeito perene e universal com o qual o Criador permeia todas as coisas e capacita cada ser racional deste imenso planeta.
Assim cada ação, lugar e sensação tornam-se possibilidades de encontro com o verdadeiro Eu. Faz do ser humano caminhante desta busca já descrita há milênios por diversas mitologias, a qual torna-se palpável, hoje, através da logosofia.
Ao dar ouvidos a essa voz inquieta presente no âmago de cada indivíduo surgem diversos questionamentos em relação à grandiosidade Daquele que é Eterno diante da pequenez do ser Criado.
Porém estar neste pulsar de Deus é caminhar com um "olhar" diferente para as coisas, é passar a buscar saber quem se é através da separação dos véus ilusórios que caem pesadamente no dia-a-dia, quando o Homem assume-se como ser racional, inicia esta reflexão e soergue a cortina da ilusão ao levantar esses véus se depara com a Vida.
O ser Humano em seu cotidiano assume vários papéis sociais e acaba se emaranhando nesse fluxo do dia-a-dia que, sem refletir, o leva a crer que ele é apenas tais papéis.
E definitivamente NÃO! você não é! Eu não sou! Nem ninguém é! Somos mais que isso, somos parte micro do macrocosmos, e nossos veículos são oportunidades de exercermos nosso verdadeiro papel, nossas reais capacidades.
Este distanciamento daquilo que somos de verdade pode nos encher de vazios impreenchíveis, os quais a sociedade consumista nos levar a crer que podemos preencher com algo externo, mas nosso espírito busca sua forma e fonte essencial tal qual uma seta lançada ao alvo, e aí os caminhos da vida começam a nos propiciar um encontro verdadeiro com aquilo que somos verdadeiramente, pontos de luz da mente de Deus.
Viemos de um lugar onde o que se vê é apenas Amor. E quando falo em Amor não me refiro à versão cinematográfica, falo de algo que se quer eu consigo explicar, mas é algo que não poderia ter nascido de outro lugar que não fosse do ventre de Deus.
Amor que nada tem de frágil, mas que é singelo e nos move a reestabelecer a ligação que em algum momento foi rompida, e esse religar reascende nossas capacidades mentais, espirituais e emocionais de maneira que nos tornamos como um diamante que está sendo lapidado.
Quando o ser humano se abrir a tal experiência, ao ser permitir vivenciar, voltar ao seio de Deus, ao Ventre do Eterno, todos aqueles entraves que os impedem de olhar as coisas sob essa perspectiva passam a ser um absurdo.
Permitir-se viver! pois esta é a vida de fato, voltar à essência de quem se é realmente, olhar o mundo com o Amor, o Amor de Deus, do Eterno presente em cada fagulha.
E o mais engraçado de tudo é que, agora, permitindo-se viver ouvindo à Terra reassumimos um compromisso, talvez, a muito tempo já esquecido e então passamos a entender a lógica quase irreal sob os parâmetros humanos, mas a única que é verdadeiramente palpável.
E aí então não há mais barreiras entre os mundos nem limitações, sendo esta visão possível a todo e qualquer ser humano para uma vida consciente, feliz e de bem estar real.
Assim, por detrás das cortinas ao invés de uma cena surreal descobre-se um mundo familiar e a felicidade em encontrar a si próprio é a mesma que recheia o coração do Eterno ao ver seu filho chegando ao Seu alento.

No Limiar

No meio do círculo ela adormeceu, cercada, mas não cerceada...
Serafins e querubins guardavam o sono do corpo e aguardavam o despertar do espírito latente naquele veículo tão limitado.
Entre passos vagava entre os mundos, desperta ....adormecida....adormecia...despertava. Numa mistura de Ego e Consciência caminhava...
Ora buscavam-na para que não perdesse o fio que a ligava aos mundos de onde viera e logo a traziam de volta ao desconhecido.
Caminhava, vivia, absorvia e transmutava forças e valores de um outro Sistema.
Mudanças fisicas e intervenções quase cirurgicas sempre eram necessárias.
A lembrança, estranha, sem parametro racional sobrou quando acordou...
Pessoas pedindo para que descansasse..."Mas acabei de acordar!? Como assim?", a mente sem se recordar e o corpo dolorido como o de quem volta de uma longa caminhada....cheiros...éter...adormeceu...acolheu o conselho de quem lhe quer o bem...o Bem.
A mais recente? Lembrança ou fato ocorrido?....a imagem e a sensação....sim...um fino fio de prata, como um arame, entrando pelo olho esquerdo......
Só um sonho...........dor de cabeça? ...pura coincidência

Templo de Hanta

O sol quase se punha na cidade que ficava em meio ao topo de um dos picos mais altos daquelas terras,
ambos, ela e seu mais fiel amigo e escudeiro, caminhavam entre a multidão, onde cada um buscava findar seu dia à maneira que melhor lhe parecesse.
Eles estavam a procura de um templo, à seus olhos, convencional.
Encontraram.
Paredes brancas com adornos em ferro de figuras humanas e angélicas.
O templo estava lotado, a cerimônia começaria dentro de uns instantes, e eles, ali, curiosos, sem nem saber onde estavam, adentraram no lugar.
As pessoas se dividiam em grupos, um coro de crianças cantava louvores, cujas letras eram cantigas tradicionais infantis. Havia um grupo de mulheres e outro de idosos.
Os dois se sentaram onde preferiram, ela recostou a cabeça na lateral do banco e observava os louvores. Os idosos se entreolhavam e por hora soltavam frases cheias de mitos misteriosos sobre o lugar que escolheram se sentar.
Todos ali esperavam a entrada de alguém que parecia que iria dirigir a cerimônia, ou qualquer outra coisa que aquilo significasse, e o chamavam de " criador".
Ele entrou, um jovem, meio oriental, um velho amigo, correu ao seu encontro! Ela não acreditava que pudera revê-lo ali, algo simples que fora tão sacralizado, dissera até que fora trancafiado, escondido...dificultoso,  e dificil de encontrar...talvez.
Saíram dali, havia muito o que falarem, seguiram entre cômodos e saíram num campo, em cujo a vista se perdia. Ali, de mãos dadas estava também uma menina, que quase fora arrastada, por
ambos, para estar á presença dos dois; do oriental e dela.
Àqueles que os viam passar pelo caminho, poucos, apenas alguns, não viam o caminho de grama verde, apenas enxergavam pedras pontiagudas, morte e destruição, mas ele, o oriental, alertava-a de que ali, onde os demais não podiam ver porque impediam a si próprios, havia uma cachoeira, ela, porém....não via, mas confiava. 
Caminharam mais a frente e viram.....uma bela cachoeira.

Agulhas Negras

No alto das montanha ela vive. Lá está ela, em seu doce castelo está ela.
Certo dia algumas pessoas lá foram visitar, e a menina de olhos bem abertos pode seu castelo conhecer, era velho, com tacos quebrados e assentado em meio às grandes montanhas da serra.
A senhora de vestes brancas e esvoaçantes, todos os dias, tocava um sino antigo cujas badaladas ressoavam em todas as cidades da Mantiqueira.
Em meio à um grupo de pessoas a senhora viu a menina e a ela quis ensinar a tocar o velho sino, ela segurava docemente em suas mãos e mostrava a ela como dar as badaladas e a ela passou esta função.
O grupo se foi, mas a menina permaneceu no castelo, e ali passou a viver eternamente. O castelo se modificou, suas paredes se rejuvenesceram repentinamente e o local passou a receber crianças de todas as idades durante várias épocas do ano.
Agora a senhora, ainda lá reside, mas não toca mais o sino, pois a menina, agora com vestes azuis claras e sapatos amarelo ouro é a responsável por fazer badalar o sino.

Menina Água

Havia um castelo alto, ladeado por nuvens tão densas e firmes que delas não se podia cair,
Era uma torre que transpassava os céus num lugar cujo cheiro não pertencia à face da Terra.
Ali viviam alguns que foram buscados num futuro distante para que viessem hoje a fazer parte daquela missão, criados e educados com esse fim, ali eles viviam.
Havia um mago cuja voz não se podia ouvir com os ouvidos, mas seus olhos eram como pedras preciosas presas na bainha de uma espada, em sua mesa, que se movia conforme a história se fazia e se tecia, havia um livro, cujas letras esperavam intactas para serem ali gravadas quando chegasse a hora exata.
A hora chegou, e quando todos saíam da sala, ela permaneceu ali e viu que a mesa se moveu para ela e as letras num só bailado abriram o livro e ali se registraram.
Era chegada a hora dela saber que deveria cumprir aquilo para qual foi designada e educada, aquilo que ela era essencialmente.
Um medo gelado percorreu cada vértebra do seu corpo, e ela sabia que era o olho daquele furacão que estavam manipulando, sentiu pavor, medo e solidão quando soube que deveria descer da torre mais alta, do castelo mais longínquo, da dimensão quase intocável.....
Mas havia um amigo fiel que com ela veio cumprir os desígnios da Lei.
Desceram da torre, transpassaram os portais do tempo e dos mundos e aqui pisaram. Chegando na face da Terra viram o mal personificado nas ações humanas, coisa que em seu mundo já não existia mais, viram sofrimento, dor e desespero, sobretudo para aqueles que haviam se tornado um empecilho e uma força contrária à evolução.
Meio sem saber para que viera, já confusos sobre o ideal da missão para a qual haviam sido designados, da qual eram a espinha dorsal, ela sabia....sabia algo...sabia que uma grande onda encobriria todo aquele lugar, iria destruir, lavar e purificar, tudo ás custas de muito sofrimento....
Quando menos percebeu estava sendo levada, seu corpo estava mudando de forma, mudando de cor....mudando sua dimensão corporal, e se transformou naquela água, na água da taça que se lançava agora sobre a face da Terra, nas águas que jorram agora sobre este outro mundo.....menina azul......azul do céu que se reflete nas águas......transformou-se...formou-se.